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Desordem aumenta. Está tudo largado, sem solução

Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - Desordem aumenta. Está tudo largado, sem solução

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Pessoas prudentes não estão fazendo compras caras neste ano de vacas magras e talvez vacas mortas. O varejo está sentindo na carne. Mais ainda os empregados do comércio.
A Via Varejo demitiu 11 mil de seus 66 mil empregados neste ano, 17% deles. A Via Varejo é a empresa que controla o Ponto Frio e a Casas Bahia. Ontem, a gente soube que a Usiminas, siderúrgica, vai cortar 2 mil empregos em Cubatão, o que deve fazer com que se percam indiretamente outros 4 mil empregos na cidade. É uma tragédia para a cidade, claro.
Os exemplos se repetem principalmente pela indústria e pela construção civil, como a gente pôde ver ontem pela Pnad, a nova pesquisa de emprego do IBGE, que tem dados para o Brasil inteiro.
A taxa de desemprego aumentou 26% em um ano. Uma notícia menos ruim foi que, pela pesquisa nacional, os salários, na média, ainda não começaram a cair. Na pesquisa que mede o desemprego e a renda apenas nas seis maiores metrópoles do Brasil, a renda cai faz tempo.
O total de pessoas sem emprego cresce mais rápido nas maiores cidades, mais afetadas pelo queda do emprego na indústria. A renda cai mais também. O desemprego agora deve começar a afetar mais os setores de serviços e, como a gente viu, comércio.
Quando isso vai parar? Por enquanto, a previsão é de que o desemprego continue aumentando até quase o final do ano que vem. Mesmo que a economia comece a se recuperar um pouquinho. Em geral, o emprego demora mais a reagir a crises e recuperações econômicas. O trabalho aparece depois que a crise começou a passar.
A crise, como a gente já falou aqui tantas vezes, depende de o governo botar as contas em ordem. Mas, por enquanto, a desordem ainda aumenta. Em parte, aumenta porque a crise política não para. Por enquanto, está tudo largado, sem solução.
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