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Governo Temer se revela vulnerável a pressões

A aprovação desse reajuste, com o aval do governo interino, de Michel Temer, no mínimo parece estranha, num momento em que se espera maior austeridade na gestão das finanças. É certo que isso pode evitar transtornos. Até falaram que a reabertura das negociações poderia levar a uma crise de funcionamento do serviço público - aquelas ondas de greves que costumam ocorrer. A questão é que o momento é de aperto. Tanto que, além do desemprego em alta, a maior parte dos reajustes do setor privado não está, sequer, compensando a inflação. Mesmo que o aumento dos servidores já esteja na previsão do rombo de 170 bilhões e meio de reais no orçamento deste ano, a expectativa é que o governo trabalhe para reduzir esse déficit. A equipe econômica, das mais qualificadas, tem um perfil compatível com uma política de maior responsabilidade na gestão das contas. O discurso oficial é focado na necessidade de um ajuste estrutural, de longo prazo, das finanças. Mas são várias as posições contraditórias, não só no que se refere a esse aumento do funcionalismo. O governo quer impor um limite para a expansão dos gastos, com base na inflação do ano anterior, mas o próprio presidente Temer disse que não haverá cortes dos gastos com saúde e educação. Houve a suspensão das liberações do programa Minha Casa Minha Vida e, coincidência ou não, após a invasão da sede da Presidência, em São Paulo, pelo Movimento Sem Terra, o programa foi retomado. Não que se deva cortar os programas sociais, reduzir despesas com áreas priortárias, compromentendo ainda mais a já precária qualidade dos serviços públicos. Só que não dá pra saber como o governo vai definir uma estratégia pra colocar as finanças em ordem com tantas vacilações. Tudo bem que ainda está tomando pé da situação. Mas fica muito a idéia de improviso, de insegurança, de uma vulnerabilidade muito grande a pressões. E pressões são inevitáveis, principalmente, numa situação de crise, de recessão, com a população sentindo muito os efeitos dos desarranjos da economia. É esperar que assumam as rédeas das discussões, com uma posição firme, coerente, capaz de driblar resistências, mostrando a necessidade de determinadas medidas, reformas, mesmo impopulares, para que a economia possa entrar nos eixos e o País volte a ter condições de crescer de forma sustentada, com as contas públicas mais equilibradas. Isso é fundamental até do ponto de vista da confiança, que pode ajudar muito na retomada de investimentos, do consumo e de toda a atividade. Eu volto na segunda. Até lá..

Governo Temer se revela vulnerável a pressões A aprovação desse reajuste, com o aval do governo interino, de Michel Temer, no mínimo parece estranha, num momento em que se espera maior austeridade na gestão das finanças. É certo que isso pode evitar transtornos. Até falaram que a reabertura das negociações poderia levar a uma crise de funcionamento do serviço público - aquelas ondas de greves que costumam ocorrer. A questão é que o momento é de aperto. Tanto que, além do desemprego em alta, a maior parte dos reajustes do setor privado não está, sequer, compensando a inflação. Mesmo que o aumento dos servidores já esteja na previsão do rombo de 170 bilhões e meio de reais no orçamento deste ano, a expectativa é que o governo trabalhe para reduzir esse déficit. A equipe econômica, das mais qualificadas, tem um perfil compatível com uma política de maior responsabilidade na gestão das contas. O discurso oficial é focado na necessidade de um ajuste estrutural, de longo prazo, das finanças. Mas são várias as posições contraditórias, não só no que se refere a esse aumento do funcionalismo. O governo quer impor um limite para a expansão dos gastos, com base na inflação do ano anterior, mas o próprio presidente Temer disse que não haverá cortes dos gastos com saúde e educação. Houve a suspensão das liberações do programa Minha Casa Minha Vida e, coincidência ou não, após a invasão da sede da Presidência, em São Paulo, pelo Movimento Sem Terra, o programa foi retomado. Não que se deva cortar os programas sociais, reduzir despesas com áreas priortárias, compromentendo ainda mais a já precária qualidade dos serviços públicos. Só que não dá pra saber como o governo vai definir uma estratégia pra colocar as finanças em ordem com tantas vacilações. Tudo bem que ainda está tomando pé da situação. Mas fica muito a idéia de improviso, de insegurança, de uma vulnerabilidade muito grande a pressões. E pressões são inevitáveis, principalmente, numa situação de crise, de recessão, com a população sentindo muito os efeitos dos desarranjos da economia. É esperar que assumam as rédeas das discussões, com uma posição firme, coerente, capaz de driblar resistências, mostrando a necessidade de determinadas medidas, reformas, mesmo impopulares, para que a economia possa entrar nos eixos e o País volte a ter condições de crescer de forma sustentada, com as contas públicas mais equilibradas. Isso é fundamental até do ponto de vista da confiança, que pode ajudar muito na retomada de investimentos, do consumo e de toda a atividade. Eu volto na segunda. Até lá..
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A aprovação desse reajuste, com o aval do governo interino, de Michel Temer, no mínimo parece estranha, num momento em que se espera maior austeridade na gestão das finanças. É certo que isso pode evitar transtornos. Até falaram que a reabertura das negociações poderia levar a uma crise de funcionamento do serviço público - aquelas ondas de greves que costumam ocorrer. A questão é que o momento é de aperto. Tanto que, além do desemprego em alta, a maior parte dos reajustes do setor privado não está, sequer, compensando a inflação. Mesmo que o aumento dos servidores já esteja na previsão do rombo de 170 bilhões e meio de reais no orçamento deste ano, a expectativa é que o governo trabalhe para reduzir esse déficit. A equipe econômica, das mais qualificadas, tem um perfil compatível com uma política de maior responsabilidade na gestão das contas. O discurso oficial é focado na necessidade de um ajuste estrutural, de longo prazo, das finanças. Mas são várias as posições contraditórias, não só no que se refere a esse aumento do funcionalismo. O governo quer impor um limite para a expansão dos gastos, com base na inflação do ano anterior, mas o próprio presidente Temer disse que não haverá cortes dos gastos com saúde e educação. Houve a suspensão das liberações do programa Minha Casa Minha Vida e, coincidência ou não, após a invasão da sede da Presidência, em São Paulo, pelo Movimento Sem Terra, o programa foi retomado. Não que se deva cortar os programas sociais, reduzir despesas com áreas priortárias, compromentendo ainda mais a já precária qualidade dos serviços públicos. Só que não dá pra saber como o governo vai definir uma estratégia pra colocar as finanças em ordem com tantas vacilações. Tudo bem que ainda está tomando pé da situação. Mas fica muito a idéia de improviso, de insegurança, de uma vulnerabilidade muito grande a pressões. E pressões são inevitáveis, principalmente, numa situação de crise, de recessão, com a população sentindo muito os efeitos dos desarranjos da economia. É esperar que assumam as rédeas das discussões, com uma posição firme, coerente, capaz de driblar resistências, mostrando a necessidade de determinadas medidas, reformas, mesmo impopulares, para que a economia possa entrar nos eixos e o País volte a ter condições de crescer de forma sustentada, com as contas públicas mais equilibradas. Isso é fundamental até do ponto de vista da confiança, que pode ajudar muito na retomada de investimentos, do consumo e de toda a atividade. Eu volto na segunda. Até lá..
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