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O preço da comida está alto em geral

Tivemos a inflação do tomate, em 2013. Agora, temos a inflação do feijão. Tanto que o governo Temer decidiu incentivar a importação do produto. Vai adiantar?

O preço da comida está alto em geral Tivemos a inflação do tomate, em 2013. Agora, temos a inflação do feijão. Tanto que o governo Temer decidiu incentivar a importação do produto. Vai adiantar?
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Tivemos a inflação do tomate, em 2013. Agora, temos a inflação do feijão. Tanto que o governo Temer decidiu incentivar a importação do produto. Vai adiantar?

 
É provável que sim, não se sabe bem em quanto tempo. É preciso trazer o produto de outro país, mesmo que vizinho, e distribuir, em volume bastante para fazer diferença, pois o estrago foi grande. Alguns tipos de feijão estão custando 10 ou 11 reais porque a safra simplesmente foi perdida por causa do tempo ruim.

 
Agora, é o preço do feijão que está fazendo todo mundo ficar tão alarmado com o preço da comida? Não é.

 
Está certo que o feijão faz parte da comida diária. Difícil evitar, para quem está habituado. Mas, provavelmente, a gente está sentindo mais o preço porque, enfim, o preço da comida está caro em geral.

 
A inflação da comida está nos níveis mais altos em cinco anos. Alimentação e bebidas em geral subiram, na média, mais de 12% nos últimos 12 meses. Esse foi o nível que gerou reclamações em 2013, na época da inflação do tomate. Em 2008, a alta foi também assim grande. Mas, como os salários estavam subindo mais, a gente ligou menos.

 
Alguns produtos tiveram altas terríveis, bem mais do que 12%. Por exemplo, aqui em São Paulo, nos últimos 12 meses, os produtos subiram quase 30%.
Um grande fator recente da alta de preços foi o tempo ruim. As chuvas acabaram ou prejudicaram verduras e, depois, legumes. O frio fez algum estrago adicional. Enfim, a primeira metade do ano sempre é um problema para o preço da comida. O tempo atrapalha.

 
Agora, a coisa não seria assim tão ruim se a inflação em geral não estivesse alto. O custo de tudo subiu, em especial energia e combustíveis. A inflação alta, além do mais, acaba produzindo mais inflação: na dúvida e quando pode, o pessoal remarca para cima.

 
Os preços vão cair? Vão, como acontece em todo ano com a comida, mais ou menos, a depender da inflação geral. Mas, neste ano, vão cair mais devagar do que de costume, avisa o pessoal da Ceagesp.
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