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Risco de Hillary perder é de médio para grande

Então, Hillary Clinton é a partir de hoje a candidata. Agora, oficialmente. As eleições vão escolher, em novembro, o novo presidente dos Estados Unidos. Há um ou dois meses, a pergunta dos entendidos seria a seguinte. Com quantos milhões de votos, e em quantos Estados, Hillary vai derrotar o republicano Donald Trump? Mas a pergunta hoje é outra. Qual é o risco de Hillary ser derrotada?

Risco de Hillary perder é de médio para grande Então, Hillary Clinton é a partir de hoje a candidata. Agora, oficialmente. As eleições vão escolher, em novembro, o novo presidente dos Estados Unidos. Há um ou dois meses, a pergunta dos entendidos seria a seguinte. Com quantos milhões de votos, e em quantos Estados, Hillary vai derrotar o republicano Donald Trump? Mas a pergunta hoje é outra. Qual é o risco de Hillary ser derrotada?
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Então, Hillary Clinton é a partir de hoje a candidata. Agora, oficialmente. As eleições vão escolher, em novembro, o novo presidente dos Estados Unidos. Há um ou dois meses, a pergunta dos entendidos seria a seguinte. Com quantos milhões de votos, e em quantos Estados, Hillary vai derrotar o republicano Donald Trump? Mas a pergunta hoje é outra. Qual é o risco de Hillary ser derrotada? Eu diria que o risco agora é de médio para grande. Nas pesquisas, esse troglodita está a dois décimos na frente dela. Ela pode dar a volta por cima, segundo as bolsas de apostas e a análise de tendências do New York Times. Mas nunca foram tão grandes as chances de vitória do candidato republicano. E não adianta dizer que ele é ridículo, preconceituoso, que alimenta o ódio pelos estrangeiros. Precisamos entender melhor. Donald Trump já ameaçou retirar os Estados Unidos da Organização Mundial do Comércio. E sair de todos os blocos comerciais de que o país faz parte. É uma fé isolacionista. É a rejeição do mundo globalizado. Donald Trump representa o eleitor americano que tem medo de perder o emprego, porque a empresa dele se mudou para o México ou para a Malásia. O eleitor dele tem medo da concorrência, defende fronteiras fechadas aos produtos estrangeiros. E acredita que a economia americana funcionaria muito bem, se ela fosse fechada dentro dela mesma. Qualquer especialista em mercado diria que isso é uma loucura. A economia americana depende da Europa e da Ásia, e, em menor escala, da América Latina. Se cada um se fechar dentro do seu próprio umbigo, as economias, que hoje crescem pouco, vão parar de crescer. E os Estados Unidos vão enfrentar mais desemprego, mais desigualdade de renda. Donald Trump é um trator da direita americana. E vejam que triste coincidência. Ele está hoje de mãos dadas com os nacionalistas da esquerda, que ainda circulam por aí. Pois eles que se entendam. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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