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Colapso da Venezuela continua a passos firmes

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

Colapso da Venezuela continua a passos firmes Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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O povo na rua costuma fazer história. E é isso que está para acontecer na Venezuela, depois de amanhã, quinta-feira. A oposição está preparando uma imensa manifestação em Caracas, para pedir a saída de Nicolas Maduro. Na Venezuela não existe impeachment. O que existe é o referendo revogatório. É uma operação democrática, mas ela é demorada. São três abaixos-assinados. O primeiro, com 1 por cento dos eleitores. O segundo, com outros 20 por cento. E o terceiro, com a mesma quantidade que os votos que Maduro recebeu em abril de 2013, quando sucedeu o falecido Hugo Chávez, com 50,6 por cento dos votos. Pois a primeira etapa já foi cumprida, e só ontem o governo permitiu que a segunda etapa fosse marcada, para o final de outubro. Maduro, os militares e políticos bolivarianos, querem ganhar tempo. Se o referendo revogatório não acontecer até 10 de janeiro, a Venezuela não elegerá um novo presidente. Quem assume é o vice, e com isso, por mais dois anos, os bolivarianos continuariam a aparelhar a máquina do Estado. Uma pesquisa mostra que hoje 75 por cento dos venezuelanos querem a saída do sucessor de Hugo Chávez. Ele faz de tudo para bombardear o referendo. Mandou demitir funcionários públicos e empregados de estatais que apoiaram o primeiro abaixo-assinado. Enquanto isso, o colapso da Venezuela continua a passos firmes. Um deputado da oposição divulgou um relatório sobre o estado de 241 hospitais públicos. Só um a cada dez pacientes consegue ser atendido nos serviços de emergência. No setor automobilístico, que é pequenininho, a queda da produção é de 90 por cento, porque não há dinheiro para importar autopeças. Os supermercados e as farmácias continuam com as prateleiras vazias. E como cereja no bolo, o governo mandou para a cadeia mais um dirigente da oposição. E ainda tinha muito maluco que queria importar o modelo da Venezuela para o Brasil. Era só o que faltava. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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