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Pelo poder, Temer agrada elites econômicas

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O presidente Michel Temer é impopular. Quase tanto quanto a Dilma Rousseff dos últimos dias.
Quase dois terços dos eleitores gostariam de eleger já um novo presidente.
Michel Temer corre o risco de perder o mandato, caso o Tribunal Superior Eleitoral casse a chapa eleita em 2014, Dilma presidente, Temer vice.
Além do mais, seu governo, seus ministros mais próximos, estão caindo ou sob risco de cair, por causa de rolos na Justiça, na Lava Jato ou em outras encrencar.
Temer tem muito problema; até se discute se ele dura no cargo. Mas tem pelo menos uma força para ficar na cadeira de presidente. O presidente tem prometido e, até agora, aprovado muita reforma econômica no Congresso. Isso é de grande interesse da elite econômica do país, seu último grande apoio no país.
Assim, o presidente procura parecer indispensável para os seus apoiadores restantes: que ser o presidente das reformas econômicas, a maioria encalhada faz pelo menos duas décadas.
Hoje, Temer prometeu uma outra reforma grande e complicada: a simplificação dos impostos, como o ICMS, um imposto caótico e que causa muito prejuízo para as empresas.
Faz menos de um mês, Temer prometeu a reforma trabalhista, a mudança da CLT, com contratos mais flexíveis.
Antes, já tinha proposto e aprovado o teto de gastos, o congelamento da despesa federal por pelo menos uma década. Já mandou para o Congresso a reforma da Previdência, que cria uma idade mínima de aposentadoria e diminui outros benefícios.
O Brasil precisa mesmo de mudanças no gasto do governo, na Previdência, nas leis do trabalho e nos impostos. Quais mudanças, para quem e quando já são assuntos muito mais polêmicos.
Temer quer fazer mudanças que facilitem mais a vida das empresas, o que também é uma boa coisa, desde que, nessas mexidas, os trabalhadores e o cidadão mais comum não sejam esfolados.
Mas Temer não está pensando muito nesse equilíbrio. Quer fazer seu nome aprovando reformas. Ou, mais recentemente, manter o apoio que o mantém na cadeira de presidente, prometendo reformas às elites econômicas.
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