TV Gazeta ícone da TV Gazeta ícone da TV Gazeta +551131705643 TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta!
Av. Paulista, 900 - Bela Vista 01310-940 São Paulo SP BR
ícone da TV Gazeta TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta! TV Gazeta, Receitas, Revista da Cidade, Você Bonita, Mulheres, Gazeta Esportiva, Jornal da Gazeta, Mesa Redonda, Troféu Mesa Redonda, Papo de Campeões, Edição Extra, Gazeta Shopping, Gazeta Superofertas, Fofoca

Saída da crise deverá ser muito gradual

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Saída da crise deverá ser muito gradual Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
Logo do programa Jornal da Gazeta
Nada disso é surpresa. 2016 foi mais um ano de crise. A indústria até mostrou alguns dados melhores em dezembro, como o aumento de 0,2% no emprego, após 23 meses de queda; e de 1% nas horas trabalhadas. Mas é cedo pra falar em recuperação mesmo. O setor depende muito do consumo, que hoje conta com previsões mais favoráveis para a inflação e os juros, o que pode, aos poucos, melhorar as condições do crédito, dando algum gás para demanda interna. Só que o desemprego joga contra. Desemprego que ainda deve crescer mais, pelo menos, nesses primeiros meses do ano, podendo bater nos 13% ou mais. É um dado que prejudica qualquer expectativa quanto a uma reação mais firme do consumo. Consumo que ainda é o que mais impulsiona a economia. Claro que a indústria conta com a oportunidade de expansão das vendas externas. Porém, com impacto limitado pelo próprio peso das exportações na atividade do setor, e ainda é preciso considerar as condições do comércio internacional, que tem tido avanço inferior ao crescimento global e tem, agora, com um grande fator de incerteza, que é a gestão Trump. Não dá pra saber ainda o impacto que as medidas que vem anunciando poderão ter no jogo de forças do comércio mundial. O certo é que apenas empresas com muita capacidade de concorrência poderão abrir espaço num mercado cada vez mais competitivo. E ainda é preciso considerar o câmbio. O dólar em queda, que reforça a tendência de baixa da inflação e dos juros, pode comprometer e até inviabilizar planos de exportação. O comercial hoje encostou nos R$ 3,11, contrariando o próprio mercado financeiro, que prevê a cotação em R$ 3,40 ainda este ano. Por esses fatores é que devemos ter uma saída da crise muito gradual. Para a produção industrial se conta com expansão por volta de 1%. Para o PIB, a metade ou até menos. Isso sem surpresas políticas que ainda possam pesar na economia. Eu volto na quinta. Até lá.
Leia mais sobre:
Siga o Jornal da Gazeta nas redes sociais