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Temer tenta garantir apoio para reformas

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Temer tenta garantir apoio para reformas Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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O governo apoiou de forma meio disfarçada, mas não tão disfarçada assim, a eleição de Eunicio de Oliveira para a presidência do Senado e de Rodrigo Maia para a Câmara, contando com o apoio deles para a tramitação de matérias relevantes, como a Reforma da Previdência. Por mais que se conte com a retomada da economia este ano, ainda há questões estruturais em aberto, como o ajuste das contas públicas. O governo já anunciou novos cortes no orçamento, fez um contingenciamento das despesas maior que o habitual, conta com receitas extraordinárias, como a nova repatriação de recursos e o novo Refis, que é o parcelamento de débitos tributários atrasados, mas ainda não tem segurança quanto ao cumprimento da meta deste ano, que é de um déficit de 139 bilhões de reais. Hoje mesmo a Instituição Fiscal Independente, órgão ligado ao Senado, indicou a necessidade de um corte adicional de 39 bilhões de reais no orçamento para conseguir atingir essa meta. A IFI projeta um rombo nas contas do governo central da ordem de 177 bilhões este ano. Isso mostra que só a PEC dos Gastos não vai colocar a casa em ordem. A PEC limita o aumento das despesas com base na inflação do ano anterior. Mas pra chegar a meta deste ano não basta segurar o aumento das despesas. Será preciso cortar, e muito. Só com a PEC, levando em conta as projeções atuais de PIB e inflação, o governo só voltaria a ter saldos positivos, lá pra 2024. Daí a necessidade da Reforma da Previdência, que pode encurtar esse prazo. Sem a reforma até o sistema previdenciário pode ficar insustentável. E Temer já disse que quer ser o governo das reformas. Também estão na agenda a Trabalhista, a Tributária. Pra isso precisa de apoio político. É ver se a nova composição do Congresso vai garantir o apoio que precisa pra levar adiante essas reformas, que vão enfrentar resistência da sociedade, principamente por mexer em direitos dos trabalhadores. Sem esquecer da Lava Jato, que ainda pode afetar muito a classe política, com denúncias que já chegaram a integrantes do governo, aos presidentes, agora, do Senado e da Câmara e ainda podem render muito mais. Eu volto na segunda. Até lá.
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