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Saques no FGTS terão impacto limitado

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Saques no FGTS terão impacto limitado Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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O IBC Br é um antecedente do PIB, que leva em conta uma série de fatores, comparando um determinado período com relação ao mesmo do ano anterior. Mas tem metodologia diferente do PIB, que só vai ser divulgado dia 7 de março. E apesar de ter mostrado um retrato muito ruim de 2016, não alterou muito as estimativas para o PIB. A previsão ainda é de um tombo entre 3,5 e 3,7%. Aliás, hoje tivemos a divulgação de outros dois indicadores, da Serasa e da Fundação Getúlio Vargas, que apontaram uma retração de 3,6% no ano passado. Agora, menos ruim ou não, o fato é que temos no retrovisor um saldo muito negativo, que custou bem caro para o País. Em três anos, a renda per capita caiu 12%. A população perdeu muito poder de compra e chegou a um nível bem alto de endividamento, que hoje faz com que dados melhores, como queda da inflação e dos juros, demorem mais pra surtir efeito, sobre o consumo e a atividade. Assim como a liberação das contas inativas do Fundo de Garantia. O montante a ser liberado é substancial. A questão é que boa parcela vai para o pagamento de dívidas. Dos mais de R$ 43 bilhões que serão liberados, de 12 a 16 bilhões devem ir para o consumo. Vai ajudar no andamento da economia. Foi uma boa idéia. Mas tem impacto limitado, por toda essa situação difícil que a população enfrenta. E não podemos esquecer o desemprego, que ainda deve ter algum avanço neste começo de ano. De qualquer modo, a expectativa é de um crescimento da economia, agora em 2017, em torno de meio por cento. Sendo que, por aquelas questões técnicas que eu citei no início, quanto à base de comparação, na verdade, podemos chegar ao fim do ano com um ritmo de expansão de uns 2% sobre o ano passado. O que seria uma virada importante. E indicações nesse sentido começam a aparecer, até no emprego, que vai ser o último dado a reagir. Mas Federação das Indústrias de São Paulo, a Fiesp, registrou a geração de 6 mil e 500 vagas no Estado, em janeiro, o primeiro dado positivo desde abril de 2015. Não reverte o movimento negativo do mercado de trabalho. Porém, pode ser indício de começo da saída do fundo do poço. Eu volto na segunda. Até lá.
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