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Rombo da Previdência precisa ser contido

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Rombo da Previdência precisa ser contido Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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O governo percebeu que pode ter uma enorme dificuldade para aprovar a reforma da Previdência e pra não correr o risco de uma derrota mais pesada, que possa até inviabilizar a reforma, resolveu negociar quase todos os pontos. Tenta preservar, pelo menos, a idade mínima de aposentadoria, que é o que pode fazer mais diferença na evolução das contas do sistema previdenciário. Pelo menos, nas contas do governo, o recuo não terá tanto peso. Serão 10% a menos de economia ou 68 bilhões de reais em 10 anos. Acho cedo para um cálculo tão preciso assim. Mas já se imaginava algum recuo. A proposta original é muito pesada, mexe demais com a expectativa de aposentadoria e com benefícios sociais, que ficariam desatrelados do salário mínimo, por exemplo. Além disso a idade de corte, a partir da qual as pessoas teriam de esperar até os 65 anos pra se aposentar, poderia estabelecer condições muito diferentes entre trabalhadores com uma diferença de idade de meses. Agora, o fato é que tem de ocorrer uma mudança maior no sistema. Caso contrário, haverá consequências bem negativas para a economia. Com a aprovação da PEC dos Gastos, as despesas do governo não podem crescer mais que a inflação do ano anterior. Só que os gastos da Previdência avançam num ritmo muito superior. Se não houver uma freada, vão abocanhar uma fatia cada vez maior do orçamento, levando à necessidade de um aumento pesado da carga tributária pra compensar, até pra cobrir despesas prioritárias, como saúde e educação. Devemos cobrar que as mudanças acabem com privilégios, como dos políticos e algumas categorias profissionais, dos servidores. Agora, não adianta falar da corrupção, de desvio de recursos, de empresas devedoras. Tudo isso tem de ser combatido. Mas não é o que vai segurar o progressivo rombo da Previdência, que está relacionado à expectativa de vida da população. É preciso ter em vista que a rejeição da Reforma ou uma mudança pouco significativa nas regras atuais já pode ter consequências de curto prazo, como a perda de credibilidade do País, pelo risco de insolvência, maior instabilidade do mercado, com pressão sobre câmbio, menos espaço pra redução dos juros pelo Banco Central, perda de investimentos, com comprometimento até da retomada da economia. É pensando nisso que o governo, agora, está disposto a negociar. Eu volto na segunda. Até lá.
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