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Reação da economia tem sido muito lenta

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Reação da economia tem sido muito lenta Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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A prévia do PIB, divulgada pelo Banco Central, veio bem acima das projeções. Isso tem relação com a mudança na metodologia da apuração de atividade pelo IBGE. Pra se ter uma idéia, o setor de serviços saiu de uma queda de 2,2% em janeiro, para um avanço de 0,2%. O Banco Central já incorporou esses novos dados no IBC Br e o mercado, que só tem cortado as projeções, também deve elevar a previsão do PIB, que pode sair de 0,4%, como vimos no relatório Focus de hoje, para 0,7... até 1%. A mudança de metodologia não é artificial, tem explicações técnicas, mas mesmo que leve a expectativas melhores, não será nada excepcional. Continua aquela história do copo meio cheio meio vazio. De positivo tem o fato de estarmos deixando pra trás uma recessão histórica. Vários índices têm melhorado, independentemente da metodologia. E a queda mais acentuada da inflação, bem como dos juros, em algum momento vai impulsionar o consumo, o que terá reflexos sobre a indústria e a economia, em geral. Aliás, a Confederação dos Lojistas e o SPC já registraram, agora na Páscoa, a primeira expansão de vendas em dois anos, mais 0,93%. Desde o Dia das Mães de 2014 o comércio só registrava queda de movimento, na comparação anual das principais datas. Agora, tem o lado negativo desse copo meio cheio: a reação da economia tem sido muito lenta, desigual e incerta. Tem um mês que um dado melhora, no outro piora. Se a economia crescer 1%, ainda não será nada de mais substancial pra compensar o retrocesso dos últimos anos. E ainda tem problemas sérios como o desemprego, que pode avançar mais, o baixo nível de investimentos, o desequilíbrio fiscal e as incertezas relacionadas às delações e investigações da Lava Jato. O governo está negociando, insistindo em garantir a aprovação da Reforma da Previdência, mesmo com concessões que vão reduzir muito a economia final de gastos. Se conseguir isso, no atual cenário, já será uma vitória. Sem reforma, a economia terá uma trava a mais. O melhor é que a tendência é de retomada, ainda que a passos lentos. Eu volto na quinta. Até lá.
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