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Oposicionistas presos na Venezuela

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

Oposicionistas presos na Venezuela Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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A tapeação de Nicolas Maduro, com essa tal de assembleia constituinte, escolhida há 2 dias, já produziu a primeira truculência, com a prisão de Leopoldo López e Antonio Ledezma. Os dois formam, com Henrique Capriles, o melhor trio de oposição à ditadura da Venezuela. Mas vamos por partes. Em primeiro lugar, é mentira, como dizem os bolivarianos, que mais de 40 por cento dos eleitores tenham votado no domingo. Os números da oposição é que estão corretos. Foram pouco mais de 12 por cento. Duas evidências. A primeira. Se fossem 40 por cento, maduro teria recebido mais votos que em 2013, quando se elegeu por uma margem pequenininha, como sucessor do finado Hugo Chávez. Na época, não havia fome, o estado não havia entrado em colapso, e o país não estava na mais profunda recessão da história do capitalismo na América Latina. A segunda evidência é que os bolivarianos impediram repórteres de entrar nas sessões eleitorais, para verificar, com os próprios olhos, a taxa de abstenção de mais de 87 por cento. E agora, o que vai acontecer? Ao prender López e Ledezma, o ditador manda o recado de que não vai negociar com a oposição. Países simpatizantes, como o Uruguai, ficaram pendurados na brocha. A oposição tem a ampla maioria da assembleia, que vai trombar com a constituinte de faz-de-conta. Uma das alternativas é a oposição, dentro da assembleia, decretar estado de beligerância. Ou seja, reconhece que a Venezuela está num degrau abaixo da guerra civil, com 600 presos políticos, e 130 mortos nos protestos que começaram em abril. A oposição pode formar um governo, que procuraria ser reconhecido por outros países. Nicolas Maduro, para continuar na briga diplomática, teria apenas uma grande aliada, que é a Rússia. Estado de beligerância é uma coisa muito grave. Se chegarmos até lá, foi ele, o ditador Nicolas Maduro, quem estará levando a Venezuela até esse ponto.
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