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Juros reais podem ficar mais baixos

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Juros reais podem ficar mais baixos Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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O governo, muito provavelmente, terá de ampliar a meta fiscal, já que está bem difícil chegar nos 139 bilhões de reais. Em parte porque o Congresso barrou medidas que poderiam garantir receita maior, como a reoneração da folha ou um Refis, com menos bondades no parcelamento de débitos com a Receita. Agora, mesmo com um tropeço na meta deste ano, cresce a aposta na possibilidade de o governo avançar nas mudanças da Previdência, imprescindíveis pra se ter um horizonte melhor de evoluição das contas. Mesmo impopular, o presidente Temer tem demonstrado forte capacidade de articulação política. Até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, tem defendido a manutenção do projeto de Reforma, já em discussão, sem novas concessões. Não entrando no mérito dos termos das negociações, o fato é que o governo foi bem na votação da semana passada e quer repetir a dose, E a aposta é tanta que o mercado, que segue com movimento tranquilo, já prevê corte maior dos juros básicos, mesmo tendo elevado a previsão de inflação deste ano, por causa dos combustíveis. O relatório Focus mostra a projeção média do IPCA em 3,45% ao ano. Em alta, mas bem abaixo do centro da merta, de 4,5%. E a projeção de selic para o final do ano caiu para 7,5%. O Brasil pode entrar numa fase de juros reais bem mais baixos. Mesmo com desequilíbrio fiscal ainda pesado, a fraqueza da economia não deve dar espaço pra inflação subir muito. Para o crescimento da economia, as projeções continuam travadas em 0,34% neste ano e 2% em 2018. Enquanto isso, a economia lenta segura a inflação, o governo pode cuidar de mudanças maiores na estrutura de gastos, como da Previdência. Eu volto na quarta. Até lá.
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