TV Gazeta ícone da TV Gazeta ícone da TV Gazeta +551131705643 TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta!
Av. Paulista, 900 - Bela Vista 01310-940 São Paulo SP BR
ícone da TV Gazeta TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta! TV Gazeta, Receitas, Revista da Cidade, Você Bonita, Mulheres, Gazeta Esportiva, Jornal da Gazeta, Mesa Redonda, Troféu Mesa Redonda, Papo de Campeões, Edição Extra, Gazeta Shopping, Gazeta Superofertas, Fofoca

Um descrédito final no governo Temer

Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.

Um descrédito final no governo Temer Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.
Logo do programa Jornal da Gazeta
O governo está discutindo como tabelar o preço do carreto, de frete de caminhão. Está fazendo outra bagunça para fiscalizar centavos de desconto do diesel. Enquanto isso, o mercado financeiro está desgovernado, perto de bater no muro.

E daí o mercado financeiro? Problema deles, alguém pode dizer.
Não é nada assim. Pelo andar da carruagem ou do caminhão no mercado, nesse momento estão sendo atropeladas as chances de a economia se recuperar um pouco, de escapar da estagnação.

Os juros no mercado financeiro estão subindo sem parar. São as taxas que indicam aos empresários se vale ou não fazer um investimento, por exemplo, ou deixar o dinheiro aplicado.

São taxas de juros que também vão influenciar o custo do crédito nos bancos, no crediário. O dólar sobe sem parar.

Isso tudo é um descrédito final no governo de Michel Temer. O paradão dos caminhoneiros mostrou que o governo não controla nada, do Congresso às estradas. Pior ainda, mostrou que um governo fraco ainda por cima adota soluções muito incompetentes para os problemas.
O caminhonaço também passou a impressão de que a desordem pode pipocar a qualquer momento. Mostrou que a revolta da população é tamanha que um maluco pode ser eleito presidente da República. O futuro ficou completamente nublado.

Na dúvida, empresas e consumidores jogam na retranca. Com juros e dólar alto e subindo sem parar, o medo aumenta ainda mais. Não foi só a bagunça das últimas semanas que piorou o ambiente. O caldo vem engrossando desde fevereiro, pelo menos. Foi então que ficou claro que não haveria reforma quase nenhuma, a da Previdência em particular. Ficou claro que haveria mudanças na política econômica dos Estados Unidos, com a alta de juros mais forte por lá e com as novas maluquices de Donald Trump. Isso ajudou o dólar a subir por aqui.

A recuperação econômica era fraca, vimos pelo resultado do PIB do primeiro trimestre, quando ainda não havia este caos. Se a economia acelerasse um pouquinho, cresceríamos 2% ou um tico mais. Se crescesse no mesmo ritmo do começo do ano, cresceríamos 1,5%.

Agora, a perspectiva começa a ser daí pra baixo. Há grande risco de repetirmos 2017, que foi de quase estagnação. O tempo fechou.
Leia mais sobre:
Siga o Jornal da Gazeta nas redes sociais