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O “Estado Islâmico” é pior do que se pensava

A ONU divulgou hoje um relatório sobre as transgressões aos direitos humanos, que esse grupo comete nas regiões do Iraque que controla.

O “Estado Islâmico” é pior do que se pensava A ONU divulgou hoje um relatório sobre as transgressões aos direitos humanos, que esse grupo comete nas regiões do Iraque que controla.
Vamos falar mais uma vez do estado islâmico. A ONU divulgou hoje um relatório sobre as transgressões aos direitos humanos, que esse grupo comete nas regiões do Iraque que controla. Nós já sabíamos que esses terroristas cortam a cabeça de jornalistas americanos. Ou que matam outros muçulmanos que não concordam com o radicalismo cego que praticam. O que a ONU nos diz agora é que o estado islâmico opera com artilharia contra conglomerados civis. Que sequestra meninas e as transforma em escravas sexuais. Funcionários da ONU ouviram 900 pessoas. Elas também contaram que o estado islâmico captura meninos e os obriga a ser soldados. Nas palavras de um funcionário da ONU, as informações coletadas são terríveis. Os terroristas não respeitam fronteiras. Já atuam na síria e agora também ameaçam a Turquia. O parlamento turco está autorizando o exército a enfrentá-los com tropas terrestres, por mais que a prioridade da Turquia seja a de impedir que essa guerra fortaleça os curdos. Eles são uma minoria em seu território e querem a independência. A verdade é que, com a exceção do Qatar, um pequeno emirado que navega no petróleo, todos os países da região querem ver o estado islâmico pelas costas. O Irã, que é muçulmano mas não é árabe, pensa do mesmo jeito. Os estados unidos lideram essa união meio inédita no mundo islâmico. Israel, que é maior potência militar do oriente médio, está no fundo muito feliz. Seus tradicionais inimigos se juntaram para uma guerra em que o exército israelense não precisará combater. Ontem, na casa branca, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu conversou sobre isso com Barack Obama. A análise de Netanyahu é a de que a frente árabe contra o estado islâmico trará um pouco de oxigênio para o diálogo com os palestinos. Obama respondeu que até que é possível. Mas que, antes disso, é preciso que Israel pare de abrir assentamentos judaicos em Jerusalém oriental e na Cisjordânia. Como diriam os esgrimistas, touché. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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