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João Batista Natali/ Anistia internacional divulga estudo sobre aplicação da pena de morte

Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - João Batista Natali/ Anistia internacional divulga estudo sobre aplicação da pena de morte

João Batista Natali/ Anistia internacional divulga estudo sobre aplicação da pena de morte Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - João Batista Natali/ Anistia internacional divulga estudo sobre aplicação da pena de morte
Vamos falar de pena de morte. A Anistia Internacional acaba de divulgar um relatório sobre as execuções do ano passado. Foram 778, em 22 países. A lista é encabeçada pelo Irã e pelo Iraque. Vem a seguir a Arábia Saudita e os Estados Unidos, onde 39 reus foram assassinados, a maioria deles no Texas. A China não entra nessa estatística, porque o número de execuções é um segredo de Estado. Mas a Anistia Internacional calcula que sejam milhares. Ou bem mais que a soma dos outros países do mundo. Vamos dizer com todas as letras. A pena de morte é um horror, em termos jurídicos e humanitários. Estudos provam que ela não serve para conter a criminalidade. Muitos países continuam matando seus cidadãos para satisfazer um instinto pérfido, que sobrevive dentro de alguns de nós. Gostamos da maldade. Os métodos de execução exemplificam isso. Na Arábia Saudita, o carrasco corta a cabeça dos condenados. No Irã, as execuções são públicas. Guindastes levantam o condenado com uma corda no pescoço. Eles morrem antes de chegar lá em cima. No Iêmen e na Somália existem pelotões de fuzilamento. Os chamados crimes sujeitos à pena de morte são absurdos em alguns países. Mata-se porque o réu é homossexual, porque o adolescente consumiu alguma droga, ou porque a mulher praticou o adultério. Na Coreia do Norte, foram executados adolescentes porque eles assistiam vídeos contrabandeados da Coreia do Sul. Mas vejamos duas outras aberrações. A Justiça do Japão libertou hoje um cidadão que estava preso havia 45 anos, esperando para ser executado. Descobriram que não eram convincentes as provas de que ele cometeu quatro homicídios. O outro exemplo: a ditadura do Egito condenou à morte, na última segunda-feira, 528 filiados à Irmandade Muçulmana, um partido político ao qual, até julho, pertencia um presidente da república deposto. Claro que não vão matar essa gente. Mas a condenação à morte serve para desencorajar qualquer resistência, qualquer oposição. É assim que o mundo gira.
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