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João Batista Natali / EUA agora também criticam Israel

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O governo de Israel anunciou hoje a ruptura das negociações de paz com a Autoridade Nacional Palestina. O primeiro-ministro Benyamin Netanyahu, também aconselhou Mahmoud Abbas, o líder palestino da Cisjordânia, a abandonar o pacto, anunciado ontem, com o Hamas, grupo radical sunita que controla a Faixa de Gaza. Netanyahu tem razão quando diz que, com o Hamas, nenhum processo de paz é possível. O grupo lança mísseis de fabricação caseira sobre o território israelense. E não riscou de seus estatutos a promessa de destruição de Israel. Mas a questão não é bem essa. A paz será possível apenas com a criação de um Estado Palestino. Mas a direita israelense, representada por Netanyahu, não trabalha nessa direção. Ela continua a construir prédios e assentamentos judaicos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, que a ONU considera como territórios árabes. O atual colapso das negociações começou nos primeiros dias de abril. Israel anunciou a construção de 700 novos apartamentos na parte árabe de Jerusalém.
Em resposta, a Autoridade Nacional Palestina pediu para ser aceita, como Estado, por 15 agências das Nações Unidas. A aliança de Abbas com o Hamas é frágil. No passado, duas outras tentativas não deram certo. Mas o Hamas está agora enfraquecido. É hostilizado pelo Egito, que antes dava à Faixa de Gaza apoio econômico. Aproximando-se do Hamas, Abbas também dá um susto em Israel e acelera o processo de isolamento diplomático de Netanyahu. O recente capítulo desse processo foram as críticas dos Estados Unidos a Israel. A coisa veio do secretário de Estado, John Kerry. Ele também criticou os palestinos. Mas os americanos nunca tinha apontado o dedo em riste para os israelenses. O resumo da ópera é a situação está em ponto morto, e muito, mas muito distante da paz. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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