TV Gazeta ícone da TV Gazeta ícone da TV Gazeta +551131705643 TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta!
Av. Paulista, 900 - Bela Vista 01310-940 São Paulo SP BR
ícone da TV Gazeta TV Gazeta - Programação ao vivo, receitas, notícias, entretenimento, esportes, jornalismo, ofertas, novidades e muito mais no nosso site. Vem pra #NossaGazeta! TV Gazeta, Receitas, Revista da Cidade, Você Bonita, Mulheres, Gazeta Esportiva, Jornal da Gazeta, Mesa Redonda, Troféu Mesa Redonda, Papo de Campeões, Edição Extra, Gazeta Shopping, Gazeta Superofertas, Fofoca

Bob Fernandes/ Violência: faltam ousadia e coragem

A agressão aos jogadores do Corinthians é, deveria ser absolutamente inaceitável.

Bob Fernandes/ Violência: faltam ousadia e coragem A agressão aos jogadores do Corinthians é, deveria ser absolutamente inaceitável.
Logo do programa Jornal da Gazeta
A agressão aos jogadores do Corinthians é, deveria ser absolutamente inaceitável. É, ou deveria ser inaceitável o desaparecimento de Amarildo; o pedreiro sequestrado e assassinado por policiais militares no Rio de Janeiro. Em São Paulo, PMs balearam Fabrício Chaves à saída de um protesto. O jovem os teria ameaçado com um estilete. Os PMs eram três. PMs têm cassetete, bomba de gás e pimenta. Parece ser o bastante para o caso. É inaceitável, como se viu em 2012, que 100 PMs sejam assassinados por bandidos em São Paulo. Inaceitável o que se assiste Brasil afora. Inaceitável que os governadores sejam, cada vez mais, reféns das suas PMs, e o que se vê agora em Brasília. No rastro de uma operação tartaruga da PM na capital do Brasil, 77 assassinatos em 43 dias. O governador é refém da sua guarda pretoriana. Agnelo Queiroz é refém da sua PM como são os demais governadores. Governadores que assistem, impotentes, a ação de grupos de extermínio fardados, infiltrados em suas polícias. É inaceitável, ou deveria ser a já esquecida degola de presos por presos no Maranhão. Quem não deveria aceitar a barbárie é a sociedade. Que é vitima. Mas que tantas vezes aplaude a barbárie do Estado. Aplaude porque tem medo. E também porque insuflada por comunicadores. Isso naqueles horários do terror que, Brasil adentro, multiplicam a violência. E isso em Meios que são uma concessão do Estado. A Constituição de 88 definiu Políticas Nacionais para várias áreas. Para a Saúde e a Educação, por exemplo, os Sistemas nascidos de tais políticas vêm sendo implantados. Pela União, pelos Estados e Municípios. O que menos avançou em 88 foi a Politica Nacional de Segurança. A ditadura era recente. Os lobbies das Polícias seguiam poderosos e a sociedade desinformada. O desenho de uma Política Nacional de Segurança não saiu do papel. Não foi além das conferências e palavras. E o Brasil segue com seus 50 mil homicídios a cada ano. Faltam informação e consciência à sociedade. Faltam ousadia e coragem às lideranças. Coragem para enfrentar o conceito de segurança nascido nas ditaduras do século 20. Conceito de segurança que tem como princípio e meta não o cidadão, mas a proteção ao patrimônio e a defesa do Estado. Conceito de segurança que vê a sociedade e os cidadãos como potenciais inimigos. A eleição vem ai. Com a palavra os candidatos ao Congresso. Os candidatos aos governos. Com a palavra, Dilma, Eduardo Campos, Aécio... Com a palavra, e o voto, os eleitores. Os cidadãos.

Tema: Política e violência
Leia mais sobre:
Siga o Jornal da Gazeta nas redes sociais