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Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e sua importância social

Confira o conteúdo exclusivo da TV Gazeta - Dia Mundial da Liberdade de Imprensa e sua importância social

Por: Fernanda Alves

Publicado em: 03/05/2024 - Última atualização: 03/05/2024 - 17h50

Há 31 anos, o dia 3 de maio foi instituído pela Assembleia Geral da ONU como o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. A data foi criada com o intuito de funcionar como um lembrete aos governos sobre a importância da efetivação de seus compromissos para com a comunicação, com o jornalismo e com a imprensa, buscando maneiras de assegurá-los. 

Por outro lado, para os profissionais da área, o dia funciona como um incentivo à reflexão acerca dos meios comunicacionais, de suas ferramentas e do diálogo que deve ser estabelecido diante da informação. Além disso, os auxilia também a relembrar os casos dos que perderam suas vidas ou sofreram por exercerem a profissão durante governos autoritários – em geral, ditatoriais. 

Em muitos casos, a violência contra os profissionais não surge apenas com a censura já tão conhecida. Muitas ações ocorrem através de agressões físicas – como com os ambientalistas Bruno e Dom, que chegaram a falecer – e assédios judiciais. Esses, por exemplo, ocorrem quando recursos são colocados em ação para retirar conteúdos de sites ou de mídias de comunicação.

A data, assim, faz com que organizações unam forças para combater tais violências, controles e cerceamentos. A Repórteres Sem Fronteiras (RSF), exemplificativamente, é uma organização internacional sem fins lucrativos que atua pela liberdade e pelo pluralismo do próprio jornalismo, a fim de garantir tal liberdade de imprensa. Já no Brasil, ainda é possível mencionar a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI). 

O impacto da desinformação

Todos os anos, desde a constituição da data, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) realiza campanhas acerca do tema, com o intuito de promovê-lo ainda mais. Nesse ano, segundo a própria organização, a data será dedicada à importância do jornalismo e da livre expressão diante da crise ambiental global atual. Assim, entre 2 e 4 de maio, ocorrerá também a 31ª Conferência do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, com o Chile e a UNESCO como anfitriões. 

 

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Tal ação faz-se muito necessária no contexto atual, já que, diante do aquecimento global, da degradação do planeta e do uso exacerbado de seus recursos naturais, muitas fake news acabam ganhando força. Nesse caso, com a descredibilidade das informações, há uma ameaça ao debate público estabelecido pelo jornalismo e pelos demais meios de comunicação. 

Diante dos cenários atuais, para o jornalista Luciano Penteado, o acesso à informação de qualidade deveria ser tratado, de maneira mais certeira, como um direito social. “A imprensa e os veículos em geral precisam cada vez mais investir na apuração dos fatos antes de publicá-los, ainda mais no contexto em que boa parte da população prefere se informar por redes sociais – um submundo, na minha opinião, e terreno fértil para notícias falsas”, menciona ele. 

Com essa propagação em massa, para o profissional, é corriqueiro que muitos grupos sociais se prendam às suas convicções, em detrimento da informação real e verdadeira fornecida pela imprensa. “Penso que o Jornalismo livre e sem amarras de governos, por exemplo, é item imprescindível para o funcionamento de qualquer democracia plena e justa”, complementa Luciano

Indiretamente vinculado ao tema da campanha da Unesco desse ano, o jornalista possui, no Jornal da Gazeta, um podcast sobre meio ambiente e sustentabilidade. No “O Que Nos Resta?”, Luciano procura trazer convidados que agreguem em assuntos vinculados à crise, como racismo ambiental, transição energética, reciclagem no Brasil e preservação da Amazônia. 

Podcast “O Que Nos Resta?”