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Disputa Hillary-Trump ferve com caso dos e-mails

Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.

Disputa Hillary-Trump ferve com caso dos e-mails Comentário de Política Internacional, com João Batista Natali.
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Daqui a uma semana, os eleitores americanos vão eleger um novo presidente. E ninguém sabe ainda quem vai ganhar. A democrata Hillary Clinton tem apenas um ponto de vantagem sobre o concorrente dela, o republicano Donald Trump. Está dando 46 a 45 por cento. Como a margem de erro é de três pontos, qualquer um dos dois pode estar na frente. Há três semanas, Hillary chegou a abrir 12 pontos de vantagem. Ela caiu por causa dos e-mails que, lá no passado, ela enviou e recebeu. Essa história já está rolando há um ano e meio. Hillary foi secretária de Estado entre 2009 e 2013. Chefiava a diplomacia americana. Mesmo assim, durante todos aqueles anos, ela continuou a usar um provedor de internet particular, que não era o provedor superprotegido do Departamento de Estado. Ela foi imprudente. Acontece que uma ex-assessora e confidente dela está se divorciando. E agora o FBI encontrou milhares de e-mails no computador que essa assessora dividia com o marido. Ninguém sabe se havia algum segredo de estado na troca de e-mails entre Hillary e a assessora. É também possível que as duas estivessem vulneráveis a algum hacker. Ou à espionagem de alguma potência estrangeira. Não se sabe se isso aconteceu. Mas o republicano Donald Trump está esfregando as mãos. Afirma que o escândalo que envolve os e-mails de Hillary é mais comprometedor que o Watergate. Exagero dele. O Watergate foi o escândalo que derrubou o ex-presidente Richard Nixon, em 1974. Mas Trump faz marola para tentar afundar a candidatura de Hillary, bem na reta final da campanha. É a regra do jogo. Mesmo assim, coitado do eleitorado americano. Acabou ficando com dois candidatos muito ruins. De um lado, um cafajeste com uma coleção vergonhosa de assédios sexuais. De outro lado, uma mulher ingênua e leviana. Ela pode ter colocado em risco a segurança dos Estados Unidos, ao misturar público e privado na troca de mensagens eletrônicas. É assim que o mundo gira. Boa noite.
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