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Republicano Donald Trump ganha terreno na disputa para as eleições americanas

Eu trago hoje uma notícia preocupante. Se as eleições dos Estados Unidos fossem hoje, o republicano Donald Trump teria um tiquinho mais de votos que a democrata Hillary Clinton.

Republicano Donald Trump ganha terreno na disputa para as eleições americanas Eu trago hoje uma notícia preocupante. Se as eleições dos Estados Unidos fossem hoje, o republicano Donald Trump teria um tiquinho mais de votos que a democrata Hillary Clinton.
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Eu trago hoje uma notícia preocupante. Se as eleições dos Estados Unidos fossem hoje, o republicano Donald Trump teria um tiquinho mais de votos que a democrata Hillary Clinton. A vantagem dele é de apenas 0,2%. Há um mês, a vantagem de Hillary era de dez pontos. É bem verdade que não é a eleição direta que elege um presidente americano. É o Colégio Eleitoral. E, dentro dele, a vantagem da candidata democrata ainda é de alguns pontos. Mas precisamos nos perguntar o que aconteceu. Nesse tipo de eleição, não funciona apenas a relação direta do eleitor com o candidato. É preciso que exista uma intermediação das lideranças regionais. São os deputados, os governadores. Trump começou na campanha sozinho. O Partido Republicano não foi atrás dele. Mas com o passar das semanas, ele virou a única alternativa. E só então as lideranças nos distritos e nos Estados acabaram aderindo a ele. Tentaram melhorar a imagem que ele tinha. Mas Trump continua a ser um conservador preconceituoso. Um homem de pouca sofisticação em economia e em política externa. Um perigo para os Estados Unidos, que com ele voltariam a se isolar do resto do mundo. O mercado tomaria conta das políticas que hoje são feitas pela diplomacia. Vejam que isso é muito importante. A grande lição histórica da política externa americana, a partir da segunda metade do século 20, consistiu em colocar o mercado debaixo do controle da Casa Branca e do Departamento de Estado. É só por isso que uma vitória de Hillary seria importante. Mas as eleições americanas acontecem apenas em novembro. E, até lá, Donald Trump ainda terá muitos problemas. E aqui vai um exemplo. Ele não está recebendo as doações que esperava dos financiadores tradicionais do Partido Republicano. Terá menos dinheiro para publicidade na televisão. Nos Estados Unidos, não existe essa história de horário eleitoral gratuito. Mas vamos esperar para ver como é que fica. É assim que o mundo gira.
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