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Está difícil definir nova meta fiscal

Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.

Está difícil definir nova meta fiscal Comentário de Economia, com Denise Campos de Toledo.
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A dificuldade na definição das novas metas mostra bem a preocupação do governo, da equipe econômica, com o desgaste que pode produzir do ponto de vista das expectativas, da credibilidade. Alterar as metas é reconhecer que não deu pra entregar o que foi prometido. É preciso justificar, prometer mais esforço na redução de gastos, na obtenção de receita de uma forma mais saudável, com concessões, por exemplo. O aumento de tributação também entrou na pauta. Mas qualquer elevação que dependa do Congresso não deve passar. O recado já foi dado até pela base de apoio do governo, cada vez mais instável. Não se tem segurança sequer de aprovação da mudança na Lei Orçamentária, para admissão das novas metas. Por um critério apenas político, já que os parlamentares colaboraram bastante pra esse desequilíbrio maior das finanças públicas, ao não aprovarem propostas que reforçariam o caixa do governo, como a reoneração da folha de salários. E é cada vez mais improvável qualquer alteração na legislação previdenciária que caracterize uma reforma. O governo não parece ter mais força pra levar adiante uma matéria tão polêmica e impopular. Mas o adiamento do ajuste vai deixar uma herança complicada para o futuro governo e para o País, já que ninguém pode prever o que vai sair das urnas em 2018, qual será o posicionamento do futuro governo na gestão do imenso desequilíbrio fiscal que receberá de herança. O que se espera é que as novas metas possam ser cumpridas e a alteração não interrompa a melhoria que estamos vendo em alguns indicadores econômicos e na própria atividade. Se a percepção quanto à gestão das contas piorar muito, pode afetar até mesmo essa fraca retomada da economia. O dólar batendo nos 3,20, já é um indicativo. Eu volto na quinta. Até lá.
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