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EUA bombardeiam radicais sunitas na Síria

Comentarista de Política Internacional do Jornal da Gazeta, João Batista Natali fala sobre a situação da Síria.

EUA bombardeiam radicais sunitas na Síria Comentarista de Política Internacional do Jornal da Gazeta, João Batista Natali fala sobre a situação da Síria.
Vamos falar mais uma vez da Síria. Os Estados Unidos bombardearam hoje pela primeira vez aquele país. Despejaram bombas com caças e drones. Também lançaram mísseis. Os alvos foram arsenais e quarteis do grupo terrorista Estado Islâmico. Esses malucos já controlam um terço da Síria. Também controlam parte do Iraque, para formar entre os dois países o que eles chamam de califado. Nas últimas três semanas, os americanos também bombardearam esses terroristas no Iraque, mas o New York Times disse hoje que os resultados militares foram uma porcaria. O bombardeio de hoje na Síria é importante, porque os Estados Unidos praticamente mudaram de lado na guerra civil, que começo há mais de três anos. Naquela época, os americanos ajudavam os rebeldes que tentavam derrubar a ditadura de Bashar Al-Assad. Foi durante a tapeação da chamada primavera árabe, que acabou enganando muita gente bem-intencionada. Mas eis que nas últimas semanas o presidente Obama e o ditador Assad descobriram que tinham um inimigo comum. Os bandidos do Estado Islâmico eram para os dois a maior prioridade. Em outras palavras, Obama e Assad estão agora de mãos dadas. A expansão do grupo radical sunita também provoca um imenso problema para a na Turquia. O país, que já abriga um milhão de refugiados sírios, recebeu nos últimos dias mais 200 mil. E tem mais 300 mil a caminho. É gente que atravessou a fronteira correndo, para escapar de um radicalismo que mata, que corta a cabeça, que estupra, que rouba e pratica todo tipo de atrocidades. A ONU já alertou que a Turquia enfrenta uma situação delicada com a chegada dos novos refugiados. Mas questões humanitárias são coisas que não faltam no Oriente Médio. É assim que o mundo gira.
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