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Novas regras no crédito rotativo do cartão

Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.

Novas regras no crédito rotativo do cartão Comentário de Economia, com Vinicius Torres Freire.
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Quem se endivida no cartão de crédito precisa prestar atenção: a partir do dia 3 de abril, mudam as regras. A princípio, para melhor.
Mudaram as regras para o crédito rotativo. A dívida no crédito rotativo é aquela que fica quando você não paga a fatura inteira do cartão e não parcela o débito.
Essa dívida paga taxas de juros horríveis. Em média, de 485% ao ano. Isto é: se você tem uma dívida de mil reais, em um ano o débito sobe para mais de 5.800 reais.
A partir de abril, você só poderá ficar com essa dívida no rotativo do cartão por até um mês, até o vencimento da próxima fatura do cartão. Daí em diante, não vai ser mais possível ficar no rotativo. O banco será obrigado a oferecer ao cliente do cartão um plano de parcelamento desta dívida, com juros obrigatoriamente menores.
Como vai ser o plano? O banco é que vai decidir.
As taxas de juros vão cair para quanto? O pessoal do governo imagina que o banco ofereça algo como o crédito parcelado no cartão, que tem taxas muito menores, embora ainda indecentes. Taxas de 154% ao ano, em média. Isto é, se você tem uma dívida de mil reais, em um ano o débito sobe para mais de 2.500.
A taxa de juros do crédito rotativo vai cair de quase 500% ao ano para cerca de 150% ao ano, como no crédito parcelado? Provavelmente, não. Ainda seria mortal, apenas uma morte menos dolorosa.
O que fazer? É possível procurar outra linha de crédito, até em outro banco. O crédito pessoal, um empréstimo direto do banco, com taxas médias de 140% ao ano. Ainda horrível. Para quem tem acesso, é melhor procurar um empréstimo consignado.
Se não conseguir, é até melhor vender um bem do que ficar no cartão de crédito, mesmo parcelado, ou no cheque especial, que tem juros médios de 330% ao ano. No entanto, em parte também por pressão do governo, a taxa do cheque especial deve cair.
Uma coisa que deve mudar, com a nova regra, são os novos limites do cartão. Provavelmente, os bancos devem limitar os gastos para alguns tipos de clientes, com renda menor e mais história de endividamento.
É um progresso. Mas mesmo que as taxas de juros caiam de 500% para 150% ao ano, é mortal para suas finanças. Se você entrou nessa dívida, tem de sair dela de qualquer outro modo, e rápido.
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