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Começa a maratona das primárias nos EUA

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O calendário eleitoral dos Estados Unidos é uma loucura a cada quatro anos, quando os americanos escolhem um presidente. É o caso de 2016. A eleição presidencial de verdade será apenas em novembro. Mas já tem gente votando. Ontem foi no primeiro Estado, o minúsculo Iowa, e que fica no centro-oeste. Na terça que vem será em outro Estado minúsculo, New Hampshire, que fica acima de Nova York. Essas pequenas eleições são os cáucus e as primárias. O eleitor vai às urnas para escolher quem será o candidato presidencial, do partido ao qual ele está filiado ou que tem a preferência dele. Até a convenção final, o Partido Democrata e o Partido Republicano terão realizado primárias nos 50 Estados. Serão, então, 50 pequenas eleições.
A de ontem, em Iowa, teve um resultado interessante no campo republicano, que é o mais conservador. Ganhou Ted Cruz, um senador do Texas, um sujeito muito reacionário. Mas ele derrotou o milionário Donald Trump, que além de reacionário é também racista e machista. Esse Trump é o candidato que quer expulsar dos Estados Unidos os imigrantes muçulmanos.
No Partido Democrata, aconteceu um empate técnico, com uma pequena vantagem para Hillary Clinton, que é a mulher do ex-presidente Bill Clinton, e que foi chefe da diplomacia no primeiro mandato de Obama. Quem chegou encostado nela foi Bernie Sanders, um senador de esquerda, o que é um perfil muito raro na política americana.
Ele prega uma distribuição de renda radical, e defende impostos pesados para os bancos de Wall Street. A verdade é que temos ainda muito chão pela frente. Existe até a possibilidade de o ex-prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, se lançar como candidato autônomo. Bloomberg foi o prefeito que criou as ciclovias. Mas só depois de sete anos de consultas a todos os interessados nova-yorquinos. Os candidatos sem partido jamais ganharam uma presidencial americana. Mas acabam bagunçando as previsões e estragando a festa dos dois partidos tradicionais. É assim que o mundo gira. Boa noite
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