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É muito difícil não haver aumento de imposto

Depois de dias de fofoca e de boatos, a gente enfim ouviu o que o governo de Michel Temer espera fazer na economia.

É muito difícil não haver aumento de imposto Depois de dias de fofoca e de boatos, a gente enfim ouviu o que o governo de Michel Temer espera fazer na economia.
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Depois de dias de fofoca e de boatos, a gente enfim ouviu o que o governo de Michel Temer espera fazer na economia.
Não há detalhes, mas o governo parece enfático. O novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, além do mais, procurou mostrar que vai ser o manda-chuva geral da área econômica.
Primeiro, vai sim propor a reforma da Previdência. Vai haver uma idade mínima para a aposentadoria, talvez 65 anos para homens e 60 para mulheres, idade que vai ser aumentada aos poucos. Não muda nada para quem já se aposentou e, provavelmente, muito pouco ou nada para quem está perto de se aposentar. Mais não se disse.
Segundo, o governo vai propor mudança nas leis do trabalho, na CLT. O que se vinha falando é o seguinte: não se mexe em direitos maiores, como férias e 13° salário. Mas, em outros assuntos, um acordo de trabalhadores e empresas pode mudar o que determina a lei.
Terceiro, impostos. A princípio, nada está definido. Antes de mais nada, o novo governo quer saber o tamanho do rombo, em quanto está no vermelho e em quanto deve ficar, nos próximos anos. Feita essa conta, aí é que se vai pensar em aumento de imposto, talvez provisório. Na opinião deste jornalista, é muito difícil não haver aumento de imposto.
Quarto, o governo disse mais uma vez que não vai desmontar ou cortar programas sociais. Mas isso é vago também: não vai reduzir gastos dos programas, mas vários deles já estão bem cortados.
Quinto, o governo vai dar um perdão na dívida de Estados, alguns deles tão quebrados que não conseguem pagar salários, como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul. Mas vai querer, em troca, redução de gastos com servidores e ajuda para simplificar o ICMS.
Sexto, Meirelles diz que quer acabar com o "Bolsa Empresário", reduções de impostos para empresas e subsídios, reduções de custos bancadas pelo governo. Vamos ver se é pra valer.
Tem muita coisa pra comentar ainda, como Petrobras, setor elétrico e privatização. Mal se falou disso. Mas o programa Temer é amplo e faz sentido. E vai dar quebra pau.
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