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Vinicius Torres Freire / Um mês antes da eleição, País pode saber do Pibinho abaixo de zero

Um mês antes da eleição, país pode saber do Pibinho abaixo de zero

Vinicius Torres Freire / Um mês antes da eleição, País pode saber do Pibinho abaixo de zero Um mês antes da eleição, país pode saber do Pibinho abaixo de zero
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Um mês antes da eleição, país pode saber do Pibinho abaixo de zero
Quase um mês do primeiro turno da eleição, a gente vai saber qual foi o crescimento da economia na primeira metade do ano. Quer dizer, a gente vai saber de quanto foi o crescimento do PIB. Provavelmente, a gente vai saber que o PIB não cresceu, que encolheu, de janeiro a junho. Isto é, que a produção e a renda da economia diminuíram no primeiro e no segundo semestre.
É o que apontam quase todos os indicadores conhecidos até agora e as prévias da atividade econômica. Os economistas vão então usar a palavra "recessão técnica", que pega mal, embora não queira dizer grande coisa.
O baixo crescimento do PIB, da produção e da renda, sempre acaba se refletindo no dia a dia da economia, daquilo que é percebido pelo grosso das pessoas: no salário e no emprego. Pode ser que, por algum tempo, uma economia crescendo pouco não se reflita no cotiando da renda e do trabalho. Mas é impossível que essa situação dure muito tempo.
A pergunta é: a baixa da economia vai começar a fazer mais efeito no emprego e salário? Vai ser para este ano? Isso vai ter ainda mais efeito eleitoral? Vai afetar os brasileiros da mesma maneira?
O número de empregos parou de crescer faz um seis meses, nas grandes cidades. Pesquisas da FGV indicam no entanto que o desemprego pode começar a aumentar também no segundo semestre. Isto é, desemprego ocorre quando mais gente que procura trabalho não encontra. Se há menos trabalho e também menos gente querendo trabalhar, como agora, a taxa de desemprego não aumenta.
A dificuldade de achar trabalho é e será maior nas grandes cidades e no Sudeste do país.
Mas ninguém prevê explosão do desemprego neste ano, pelo menos. O que se prevê é crescimento ainda menor da economia: 1% neste ano, como preveem os economistas do banco Itaú, em relatório divulgado hoje. O ano passado, bem fraquinho, o país cresceu mais que o dobro disso: 2,5%.
Em suma, a economia vai continuar desmelhorando cada vez mais rápido. As pessoas vão ficar progressivamente irritadas, como tem acontecido pelo menos desde o ano passado. A inflação vai continuar tão alta como agora, até o ano que vem. Não parecem boas notícias para o governo.
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